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O Encontro Fraterno Auta de Souza é um evento anual que congrega corações dispostos ao estudo e à prática do amor ao próximo como ensinou o Mestre Jesus.  .
         

Auta de Souza

Pequena biografia

Nasceu no Rio Grande do Norte, em Macaíba, em 12 de setembro de 1876.
Sua mãe desencarnou antes que ela completasse três anos de idade.
O pai desencarna quando tinha ela 5 anos.
Aos 8 anos lia para as crianças pobres, para humildes mulheres do povo ou velhos escravos.
Aos 10 anos desencarna seu irmão Irineu.
Caracterizava-se por uma pureza cristalina, uma fé ardente e um profundo sentimento de compaixão pelos humildes.
Aos 14 anos inicia "novos e doloridos passos do seu calvário". É a tuberculose que começa a acção devastadora.
Em 07 de Fevereiro de 1901, aos 24 anos de idade, Auta de Souza desencarna em Natal, capital do Rio Grande do Norte.

Sua obra

Escreveu um único volume de poemas, "Horto", publicado em 1900, pouco antes de sua morte, com prefácio de Olavo Bilac. A primeira edição esgotou-se em dois meses, ocorrendo facto análogo com a segunda edição, em 1911. Até o presente, quatro edições do " Horto", vieram a público - a terceira prefaciada por Alceu Amoroso Lima, em 1936, e a última, em 1970. Todo o livro é impregnado do sentimento cristão que sempre a inspirou.

A mesma simplicidade, a mesma fé, a mesma ternura que emanam dos versos escritos em Espírito, pelas mãos de Francisco Cândido Xavier, podem ser identificados nos poemas da autora encarnada. Entre a poesia da jovem enferma e a alma liberta, uma só diferença profundamente confortadora para quantos buscam o confronto sem a exclusiva preocupação de identificação do estilo - na existência física atormentada é a Ave Cativa, que canta seu anseio de liberdade, o coração resignado que busca no Cristo o consolo das bem-aventuranças prometidas aos aflitos da terra; além do túmulo é o pássaro liberto e feliz que, tornando ao ninho dos antigos infortúnios, vem trazer aos homens a mensagem de bondade e esperança, o apelo à Fé e à Caridade, indicando o rumo certo para a conquista da verdadeira vida.

Poesias

Vem e ajuda

Repara, além das rosas do teu horto,
Onde a luz do teu sonho brilha e mora,
Os romeiros que seguem, vida a fora,
Padecendo aflição e desconforto.

Infortunados náufragos sem porto,
Tristes, rogando a paz de nova aurora,
Levam consigo a dor que clama e chora,
Sob as chagas do peito quase morto...

Não te detenhas!... Vem, socorre e ajuda
A multidão que passa, inquieta e muda,
Implorando-te amor, consolo e abrigo!

Reparte o pão que te enriquece a mesa,
Estendendo o teu horto de beleza,
E o Mestre Amado habitará contigo.

Auta de Souza

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